Caixa reduz juros do financiamento imobiliário e amplia carência

Caixa reduz juros do financiamento imobiliário e amplia carência

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta quarta-feira (14) a redução da taxa de juros do financiamento imobiliário para pessoa física, com recursos do SBPE (linha de financiamento que utiliza os recursos da poupança). A linha de crédito indexada pela Taxa Referencial terá taxa mínima de TR + 6,25% e máxima de TR + 8,00%.

Desde dezembro de 2018 a Caixa ofertava financiamentos com uma taxa de TR + 8,75%. A partir da quarta-feira (22) entra em vigor esta nova modalidade, de TR+ 6,25%. Com a redução de 2,5 pontos percentuais, Guimarães defende que esta é a taxa mais atrativa do mercado.

Durante coletiva de imprensa ele citou alguns exemplos do impacto desta nova taxa: Para um financiamento de um imóvel de R$ 200 mil em 360 meses (3 anos) com a taxa antiga de 8,75%, a primeira prestação seria de R$ 1958.48.

Com a nova modalidade de 6,25% + TR, a primeira prestação para este mesmo imóvel seria de R$ 1568,52. Uma economia de 25%.

Guimarães também destaca que o banco também oferece uma linha de financiamento atrelada à inflação IPCA + 2,95%. Por meio desta a primeira parcela do financiamento seria de R$ 1040,70.

Com todas essas mudanças veja como ficam as taxas de financiamento imobiliário cobradas pelos grandes bancos:

A Caixa Econômica espera conceder mais de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário pelo SBPE.

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Novas medidas

Além da redução das taxas de financiamento para pessoa física, Guimarães anunciou outras quatro medidas que vão beneficiar 830 mil famílias, com um desembolso de R$ 83 bilhões.

A primeira é a ampliação da carência de 6 meses para pagamento de novos imóveis. A medida será válida para contratações feitas até o dia 30 de dezembro de 2020.

Desta forma quem comprar um imóvel este ano terá pelo menos 6 meses para começar a pagar. “Apesar da recuperação ainda sentimos os efeitos da pandemia e entendemos que há um espaço enorme para a população investir”, afirmou o presidente da Caixa.

Esta carência adia o pagamento do encargo mensal além de juros e amortização, deixando para a pessoa pagar no período atual apenas seguros e taxa de administração do contrato. Mais de 30 mil pessoas podem ser beneficiadas pela modalidade.

A segunda medida é o pagamento parcial das prestações. Por meio desta a pessoa que optou pelo financiamento e está com dificuldade de pagar as parcelas poderá pagar apenas 75% da prestação por até 6 meses. Ou entre 50% a 75% da prestação por um período de três meses.

Por exemplo, se a prestação do imóvel é de R$ 2000, com a nova medida será possível pagar apenas R$ 1500 de parcela no período de 6 meses, ou até mesmo R$ 1000 de prestação por apenas 3 meses.

Além destas novidades, a Caixa Econômica afirmou que está ampliando sua jornada digital fruto da experiência positiva que teve com o auxílio emergencial.

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Por este motivo, a partir do dia 19 de outubro será possível contratar o financiamento imobiliário de forma 100% digital pelo aplicativo Caixa Habitação. O aplicativo está disponível para os sistemas Android e IOS. O cliente só precisará ir a uma agência para assinar o seu contrato.

A Feira da Casa Própria também deve ocorrer de forma online este ano, reunindo construtoras e parceiros para oferecer aos clientes alternativas de financiamento e compra de imóvel.

Novo Recorde

Durante a coletiva, Guimarães anunciou que a Caixa atingiu um novo recorde em financiamento imobiliário. A carteira de crédito habitacional do banco chegou a marca de R$ 500 bilhões em outubro.

Segundo ele o crescimento aconteceu apesar da pandemia, em julho deste ano a Caixa chegou ao maior volume mensal de crédito imobiliário desde 2017.

De janeiro de 2019 até agosto de 2020, a Caixa aumentou sua participação de mercado em financiamentos com recursos SBPE de 24,8% para 44,9%. E em financiamentos para famílias de baixa renda Guimarães reforça que a participação de mercado é de 97%.

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